5 dicas / 5 erros ao escolher o nome da sua marca

Atualizado: 10 de Jun de 2019

Sabemos que escolher o nome da sua nova empresa ou marca não é tarefa fácil. Passamos por isso, também, e foram listas intermináveis de nomes que, no dia seguinte, já nos pareciam ridículos. É um processo normal e demorado. Não desespere! É da sua identidade que se trata e não vamos atabalhoar o processo, combinado?


É como escolher o nome de um filho… há que pensar se não vai dar origem a alcunhas infelizes, quando a criança entrar na escola. Afinal, é uma coisa para a vida e não vai querer arrepender-se no futuro. O nome pode ser factor de admiração ou de gozo, e certamente vamos preferir que seja o primeiro, certo? A minha prima, por exemplo, casou e optou por não adoptar o apelido do marido… o último nome dela era Neves e o dele era Saraiva. Demasiado gélido e digno de piadinhas, vamos admitir… portanto, foi a decisão certa! Abençoado pensamento!


Com a sua marca, o processo é o mesmo e obriga a considerar alguns aspectos fundamentais. Vamos a isso, mas sem pressas!


5 Erros ao escolher o nome da sua marca


Palavras demasiado óbvias ou específicas, que remetem de imediato para o tipo de produto, vão limitar o seu posicionamento e a entrada de novos produtos. Se hoje oferece café e amanhã decide entrar no mercado do calçado, vai cair no ridículo. O exemplo pode, também, ter sido exagerado, mas é isso mesmo…


Nomes de regiões também não são boa opção. Hoje está em Coimbra mas (e vamos acreditar no crescimento da sua empresa) amanhã expande-se para outras zonas do país… isso não vai ‘limitar’ a sua expansão, mas vai deixar de fazer sentido.


Nomes semelhantes aos dos seus concorrentes nunca vão diferenciá-lo dos outros e provoca confusão na cabeça dos seus clientes (e dos deles). Ainda hoje eu me baralho com a Glassdrive a Carglass… preciso dizer mais? E serei a única?!


Nomes estrangeiros não são, necessariamente, um problema. Mas há que pensá-los muito bem. O que querem dizer? O cliente vai saber pronunciar? Vai conseguir memorizar? Vai, na verdade, conseguir entender o sentido dessa sua escolha? Se, de facto, pretende seguir por aí, opte por estrangeirismos já comummente usados na linguagem corrente, que todos conhecem ou já ouviram falar e, preferencialmente com uma boa sonoridade.


Combinações de nomes pode parecer original, criativo e singular, mas simultaneamente tornar-se esquisito, feio e de mau gosto, acabando por cair em descrédito e confundir o cliente em relação ao serviço que presta.


5 Dicas para escolher o nome da sua marca


Clareza é fundamental! Não é obrigatório que a sua marca diga exactamente o que vende (vimos isso nos erros a evitar), mas é a sua identidade e convém que seja um nome claro, que cause bom impacto, seja pela sonoridade, seja pela sensação provocada no público. Não vamos confundir o cliente.


Um nome curto é uma decisão acertada, pela facilidade de memorização. Não queremos sobrecarregar o cérebro do nosso público com nomes intermináveis que mais parecem a bula de um medicamento, pois não? É demasiada informação para quem já é bombardeado, diariamente, com montanhas de outras coisas e já nem consegue distinguir o útil do inútil.


Um nome simples, que o cliente consiga pronunciar e escrever, sem hesitações. Não queremos soletrar o nome da nossa marca ao telefone, por exemplo, ao indicar o nosso endereço de e-mail… vamos correr o risco dessa comunicação nunca se concretizar, se o cliente falhar um simples caracter.


Um nome fácil de memorizar, que não exija andar, constantemente, carregado de kg de cartões de visita, para que o cliente não se esqueça. Não espere que, nos dias de hoje, o nosso público tenha capacidade de se lembrar de tudo ou precisar de recorrer aos lembretes do telemóvel ou post-its perdidos no bolso do casaco. Vamos facilitar-lhe a vida… que, na verdade, só vai facilitar a nossa, também. Boa?!

Um nome único e exclusivo vai ficar na cabeça do seu público. A menos que seja algo sinistro, vai criar uma certa empatia com a sua marca, pela singularidade. Vai, uma vez mais, contribuir para criar e definir a sua identidade, ajudando ainda a criar o seu espaço no mercado, que é pelo que todas as marcas lutam, tal é a imensidão da concorrência.


À laia de conclusão, quando se apaixonar por um nome, guarde-o para sempre. Sem descurar as dicas acima, a paixão pode ser um factor decisivo, desde que pensado como deve ser e que preencha os requisitos exigidos. Até porque, apesar do objectivo desta escolha ser a criação de uma relação com o seu público, a relação principal da sua marca é consigo mesmo.

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